
Foto: Divulgação / Ascom CMJ
A Câmara de Vereadores de Juazeiro impetrará uma ação junto ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) para que tente impedir o andamento de obras na área da Praça Barão do Rio Branco, no Centro. O espaço público teria sido “indevidamente” vendido pela Diocese local e pelo Colégio Edson Ribeiro, que teriam a concessão da área. A decisão foi comunicada nesta terça-feira (25) pelo presidente da Casa, Pedro Alcântara Filho (PR). “A área é parte da praça, de propriedade pública e a Câmara, sendo voz da comunidade, tem o dever de zelar pelo patrimônio público”, disse o chefe do Legislativo juazeirense. A Câmara atendeu uma reivindicação da população que protestou contra a comercialização de uma área considerada patrimônio de Juazeiro. Informações do Blog Geraldo José.
Quarta, 26 de Junho de 2013 - 08:50
Servidores municipais realizam assembleia para decidir se mantêm greve
Servidores municipais em greve realizam uma assembleia às 9h desta quarta-feira (26), no Ginásio de Esportes dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos, para discutir se mantêm ou encerram a paralisação, que dura 15 dias. Após a assembleia, pode haver uma caminhada até a prefeitura. O Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) e associações parceiras querem um reajuste de 6,5% retroativo a maio e 4,5% a partir de novembro. A prefeitura ofereceu aumento de 2% retroativo a maio e 4,59% a partir de novembro.
Quarta, 26 de Junho de 2013 - 08:40
Ativistas do Rio da Paz chutarão 594 bolas em direção ao Congresso Nacional

Objetivo é passar a bola dos problemas aos parlamentares |Foto: Bahia Notícias
A Organização Não-Governamental “Rio de Paz” realiza nesta quarta-feira (26) uma manifestação em frente ao Congresso Nacional. Desde o começo da manhã, os organizadores posicionam 594 bolas pintadas com cruzes vermelhas no canteiro em frente ao Congresso Nacional, além de outras 219 representando os deputados. A ideia do protesto é passar a bola para o Congresso frente às manifestações ocorridas há semanas em todo o Brasil, para que os políticos façam o gol. O ato simbólico espera que o Poder Legislativo se atente aos problemas enfrentados pela população. O grupo também deve pedir a renúncia do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). As bolas serão chutadas pelos manifestantes por volta das 17h na direção do Congresso, mas os organizadores podem adiantar o ato por conta da Marcha do Vinagre, que também está prevista para esta tarde e deve reunir 50 mil pessoas na porta do Congresso, segundo previsão da Polícia Militar.
Quarta, 26 de Junho de 2013 - 08:30
Representantes de grupos de manifestantes discutem ato em Salvador com a PM

Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Representantes de grupos de manifestantes em Salvador se reuniram, na tarde desta terça-feira (25), com o comando da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) para discutir a realização do ato desta quinta (27). A manifestação, marcada para às 14h, sai do Campo Grande e vai até o Palácio Thomé de Souza, sede da prefeitura soteropolitana, na Praça Municipal, no centro da capital baiana. Em nota enviada à imprensa, a PM informou que o objetivo foi “ promover o diálogo, discutir as técnicas de dispersão utilizadas pela PM, atos de vandalismo e formas para que as manifestações ocorram pacificamente”. “A Polícia Militar reiterou o compromisso de acompanhar as manifestações, promover a ordem pública, garantindo a liberdade de expressão, e apurar as ações excessivas que foram praticadas por policiais.Os integrantes do movimento pontuaram as ações que serão desenvolvidas com vistas a proporcionar o tom pacífico das manifestações e evitar os atos violentos praticados por pessoas infiltradas, já que os participantes destacaram que o movimento não aprova a violência”, informou. No último protesto, na região do Shopping Iguatemi, policiais investiram contra os manifestantes, que protestavam pacificamente, mas dispersados.
Quarta, 26 de Junho de 2013 - 08:20
Temer alertou presidente sobre os riscos de Assembleia Constituinte
por João Domingos / Estadão

O vice-presidente da República, Michel Temer, atuou fortemente nos bastidores para convencer a presidente Dilma Rousseff de que não havia amparo constitucional para a convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva destinada a fazer a reforma política, como proposto na reunião de segunda-feira com governadores e prefeitos. Temer é também presidente licenciado do PMDB. Da noite de segunda-feira (24) até a madrugada de terça (25), houve uma romaria de peemedebistas ao Palácio do Jaburu, onde mora o vice-presidente. Todos queriam saber como deveriam proceder diante do anúncio da presidente. A todos eles, Temer disse que a Constituinte restrita provocaria grande polêmica no país. Ele próprio lembrou que em 2007 havia escrito artigo no qual condenou esse tipo de foro parlamentar. Respaldados pelas orientações de Temer, os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), fizeram uma reunião no início da tarde. Ao sair, Alves disse que o Congresso rejeitava a ideia da Constituinte exclusiva. A sugestão para que Dilma recuasse da proposta do plebiscito foi feita por Temer à presidente ontem num encontro meia hora antes da reunião com a cúpula da OAB. Nela, o vice disse a Dilma que a convocação de uma Constituinte exclusiva encontraria todo tipo de obstáculos, além de abrir a possibilidade de mudanças indesejáveis na Constituição, pois seria difícil fazer o controle sobre o debate a respeito de tema específico.
Era previsível a queda da PEC 37 na Câmara dos Deputados, embora, a princípio, antes das manifestações das ruas, as expectativas se apoiavam na sua aprovação. A radical mudança no comportamento parlamentar, com 430 votos contra, nove a favor e duas abstenções, é uma inconteste afirmação do grito democrático da semana que abalou o Brasil, estabelecendo um temor e mudança no pensamento da Câmara. De tal maneira que os parlamentares surgiram em plenário como os manifestantes o fizeram nas ruas, com cartazes, com a diferença de que os deles foram bem impresso pela gráfica do Senado, com dizeres como “eu sou contra a PEC 37”. Coisa nenhuma. Eles foram à frente do plenário para assim serem fotografados, de sorte a não deixar dúvidas com relação aos seus posicionamentos, favoráveis aos protestos e contra o Projeto de Emenda Constitucional, que, se aprovado como antes se previa, seria um balsamo para os corruptos, que excluiriam o Ministério Público das investigações. Ganhou a democracia e o MP se engrandeceu por saber que o seu trabalho tem o apoio da população. As investigações criminais continuarão sendo feitas, agora, presume-se, com mais afinco, para devolver aos manifestantes o que eles exigiram em defesa do MP, que se tornou maior a partir da constituição de 1988. Uma batalha, apenas uma, foi vencida no Congresso. Outros parlamentares, como o surpreendente Renan Calheiros, presidente do Senado, que foi retirado da presidência quando a ocupou pela primeira vez por denuncias de receber dinheiro de empreiteira, pronunciou um longo discurso apresentando diversas propostas entre as quais considerar o crime de corrupção hediondo. Esses primeiros fatos, primeiras respostas, demonstram, de forma cabal, que a democracia é forte quando se pronuncia para não admitir que a cidadania seja desdenhada. Assim ocorreu, também, com a pronta reunião da presidente no Palácio do Planalto com governadores e prefeitos.



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