
A cratera formada na BR-324 causou a interdição do tráfego no começo da manhã desta quarta-feira (19) de uma faixa que estava liberada no sentido Salvador-Feira de Santana, informou a concessionária Via Bahia. De acordo com a empresa, as fortes chuvas que caíram durante a madrugada provocaram um abatimento do solo onde já havia a erosão. Para compensar, foi liberada mais uma faixa reversível no sentido leste. São, portanto, duas faixas sentido interior e uma faixa mais acostamento no sentido capital. A Via Bahia sugere aos motoristas que utilizem vias alternativas para evitar a passagem pelo local. As rotas aconselhadas são: Avenida Paralela até o viaduto da Rua Dorival Caymmi em São Cristóvão e, de lá, acesso pela Rodovia Cia Aeroporto para chegar à BR-324 no Km 608 em Simões Filho; ou Avenida Suburbana até a Estrada do Derba, até o trevo de Águas Claras ou a Estrada da Base Naval e BA-526 até o km 608 da BR- 324.
Quarta, 19 de Junho de 2013 - 07:06
Servidores municipais prometem se juntar ao Movimento Passe Livre

Uma manifestação dos servidores municipais de Salvador nesta terça-feira (18) foi marcada por um princípio de confusão com a polícia. Os trabalhadores grevistas queriam utilizar um carro de som até a Praça Municipal, o que não é permitido sem autorização prévia, de acordo com a corporação. Após 15 minutos de tensão, a subida dos manifestantes foi liberada e os servidores encerraram a caminhada em frente à sede do Executivo municipal. Pela manhã, os grevistas realizaram uma assembleia na Praça do Campo Grande e decidiram manter a paralisação. Um novo encontro acontecerá no mesmo local, nesta quinta (20), às 14h. A intenção dos servidores é se juntar aos integrantes do Movimento Passe Livre e seguir até a Arena Fonte Nova, segundo a assessoria do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindiseps). A entidade enviou um ofício ao prefeito ACM Neto (DEM) para solicitar uma reunião, com o objetivo de continuar as negociações. A prefeitura, no entanto, já anunciou que não pode avançar mais no atendimento das reivindicações “tendo em vista as limitações de recursos do Município”. Foi mantida a proposta de reajuste salarial de 2% retroativo a maio e 4,59% em novembro deste ano.
Quarta, 19 de Junho de 2013 - 00:00
'Dividir mais o bolo é complicado', diz presidente da UPB sobre criação de municípios na Bahia
por Bárbara Souza

Foto: Tiago Melo/ Bahia Notícias
A presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria (PSB), é moderada ao opinar sobre a hipótese de novas cidades serem criadas no estado, possibilidade aberta com a aprovação, pela Câmara de Deputados, do Projeto de Lei Complementar 416/08, do Senado. Prefeita de Cardeal da Silva, no nordeste baiano, a socialista vê “duas vertentes” ao analisar a possível criação de municípios, uma de “crescimento e fortalecimento” e outra de “enfraquecimento” da municipalidade. Do ponto de vista financeiro, “dividir mais o bolo é complicado porque você vai gerar ainda mais lacunas”, avalia a presidente da UPB, ao prever uma “dificuldade muito grande” para as prefeituras investirem nas cidades. Confrontada com o fato de o texto aprovado estabelecer parâmetros para que o desmembramento de um território não inviabilize o município-mãe, a gestora deixou escapar uma expressão bem baiana: “Tomara Deus”. Por outro lado, ela defende que há “casos em que é estrategicamente e politicamente bom emancipar aquele município”, apesar de admitir que interesses políticos podem influenciar decisivamente na divisão territorial. Otimista, a presidente da UPB prefere ressaltar um aspecto positivo no surgimento de uma nova cidade. “Dá um empoderamento ao cidadão, que pode ser prefeito no futuro”, defende.
A prefeita lembra que Cardeal da Silva, administrada por ela há cinco anos, foi emancipada há 50 anos e desmembrada do município de Entre Rios, sofre com as flutuações do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), composto pelos impostos de Renda e sobre Produtos Industrializados (IPI). “Tanto faz para a União a cidade ter 100 habitantes como eu ter 10 mil”, exemplifica Quitéria, ao criticar os critérios de divisão do fundo. A ampliação da base de cálculo do FPM é uma das bandeiras que serão defendidas na 16ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que será promovida entre os próximos dias 8 e 11 de julho. “A gente quer incluir os tributos que foram criados após o Pacto Federativo”, afirmou, ao citar o PIS e o Cofins, “que hoje não entram no bolo [do FPM]”, e vão integralmente para os cofres da União. Segundo ela, os prefeitos pretendem sensibilizar a presidente Dilma Rousseff e os parlamentares para a necessidade de convencer o Congresso Nacional a rever o Pacto Federativo com a mudança do atual rateio dos tributos arrecadados e o aumento da participação dos municípios na divisão dos recursos. Quitéria enfatiza a necessidade de alterações na Lei de Responsabilidade Fiscal. "É possível fazer emendas”, argumenta. “A lei não prevê, por exemplo, a queda de arrecadação, não prevê a seca, não prevê catástrofes, que reduzem as receitas das administrações municipais", complementou. Questionada se a flexibilização da LRF não criaria brechas para desvio de recursos públicos, a presidente da UPB é direta: “O que é que impede a corrupção nesse país? Quem quer fazer o certo faz o certo; quem quer fazer o errado faz”, considerou.

Quarta, 19 de Junho de 2013 - 00:00
Passe Livre: manifestação em Lisboa reúne cerca de 400 pessoas
por Alexandre Galvão

Foto: Reprodução / Instagram
Em apoio ao movimento Passe Livre, brasileiros e portugueses uniram-se no Largo de Camões, em Lisboa, Portugal, nesta terça-feira (18), para mostrar apoio aos manifestantes do Brasil. O ato pacífico começou às 17h e durou cerca de três horas. Não houve passeata pela cidade e os manifestantes se limitaram a gritar palavras de ordem e segurar cartazes com mensagens. Para Ícaro Piton, intercambista brasileiro que mora em Portugal há oito meses, o movimento mostra que a distância não é desculpa para não mostrar o descontentamento. “Essa é a grande prova de que as pessoas estão realmente insatisfeitas, mesmo a quilômetros de distancia, se juntam ao movimento e tentam mostrar a sua indignação”, afirmou, em entrevista ao Bahia Notícias. Protestos simultâneos aconteceram nas cidades de Coimbra e do Porto.



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