Aluno de Medicina terá que trabalhar 2 anos no SUS antes de receber diploma
por
Luana Lourenço e Mariana Tokarnia/Agência Brasil
Publicada em 08/07/2013 17:07:38
Foto: Ilustração

Com isso, o curso passará de 6 anos para 8 anos de duração
Com a mudança nos currículos, a estimativa é a entrada de 20,5 mil médicos na atenção básica. "Esse aumento será sentido a partir de 2022, quantos os médicos estarão formados", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
O aumento deve ser sentido este ano, quando abertas 1.452 vagas. Em 2014, serão 5.435, anuciou Mercadante. De acordo com o ministro, haverá uma descentralização dos cursos que serão instalados em mais municípios. A residência médica terá de acompanhar o ritmo de vagas abertas na graduação.
"Não basta abrir curso de medicina para fixar um médico em uma região que temos interesse para ter. É preciso residência médica, que é um fator decisivo para a fixação, além de políticas na área de saúde. Estados que têm oferta de residência médica, tem uma concentração grande de médicos, como Rio de Janeiro e São Paulo", disse o ministro.
Segundo ele, haverá uma melhor distribuição dos cursos pelo país. Atualmente, 57 municípios oferecem cursos de medicina, com o programa de residência. Mais 60 passarão a ofertar, totalizando 117 municípios no país. Isso acarretará, para as federais, a contratação de 3.154 professores e 1.882 técnicos-administrativos.
Nas particulares, segundo Mercadante, não haverá mais a "política de balcão", onde os institutos apresentam as propostas para a abertura de cursos. Agora, a oferta de cursos de medicina será definida por meio de editais públicos, de acordo com a necessidade do país. "Vamos verificar as áreas que têm condições e necessidade de ofertar vaga e lá ofertaremos".
Leilão do metrô baiano é marcado
por
Fernando Duarte
Publicada em 09/07/2013 01:06:36
Segundo a pasta responsável pelo edital, “transcorridos os prazos legais, será assinado o contrato entre o licitante vencedor e o Governo do Estado, através da Sedur”. A concessionária então deverá criar uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para que o contrato seja celebrado. Todo esse processo, de acordo com a Sedur, deve durar cerca de um mês e o início das obras tem que ser imediata.
Como ainda não se findou o prazo para recepção das propostas dos consórcios interessados, a secretaria é impedida de fazer a quantificação das proposições. O número, entretanto, caminha para ser maior do que as inscrições durante o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), anterior inclusive à transferência do sistema metroviário para o governo estadual. “Outras empresas têm feito consultas ao site onde estão publicados o edital e seus diversos documentos”, sinaliza a Sedur.
Apesar de o governador evitar falar do assunto, a possibilidade de alterações nos prazos, todavia, não pode ser descartada, conforme aponta a própria secretaria. “Como todo processo licitatório, existem normas e prazos legais que precisam ser respeitados. As possibilidades de algum revés estão previstas nas normas e leis pertinentes”, indica a pasta.
Substituição de trens por VLT
Em reunião com os ministros do Planejamento, Miriam Belchior, e das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, o governador Jaques Wagner apresentou o pleito já antecipado à imprensa junto com o projeto do metrô em que estende a estrutura dos trens do Subúrbio até o Elevador Lacerda e as cidades da Região Metropolitana de Salvador (RMS).
O encontro aconteceu nessa segunda-feira (8/7), em Brasília, quando Wagner e o prefeito da capital baiana, ACM Neto, tentaram capitalizar uma parte dos R$ 50 bilhões anunciados pelo Palácio do Planalto para investimentos em mobilidade urbana – no total, a Bahia apresentou propostas que somam R$ 4 bilhões para solucionar os problemas no setor.
De acordo com o projeto, as linhas de trens já existentes passariam a ser utilizadas por Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), ampliando o alcance dessa modalidade de transporte de massas.
Segundo a assessoria do governador, o pleito é para que o projeto seja aprovado o quanto antes, para que a construção e adaptação sejam imediatas e a operação do sistema se inicie até o final de 2014. O argumento utilizado é de que o modal beneficiaria não apenas Salvador, mas também outros municípios da RMS.
“Os ministros gostaram do projeto e, segundo o governador, se for aprovado com facilidade para a construção, a previsão é de que entre em operação antes do final do próximo ano”, informou a assessoria de Wagner em Brasília.
Bahia adere à paralisação nacional
por
Rivânia Nascimento e Gabriel Serravalle
Publicada em 08/07/2013 00:00:00
Diversas categorias filiadas à Força Sindical, CTB, CUT, Nova Central e UGT, realizarão na próxima quinta, nos locais de trabalho e onde existe grande concentração de pessoas, manifestações, passeatas, protestos e paralisações na capital baiana.
O motivo será pressionar a presidente Dilma Rousseff a dar mais atenção às pautas trabalhistas e questões básicas que estão em deficiência na sociedade. A onda de paralisações é vista pelos sindicalistas como um preparativo para uma grande marcha prevista para agosto, em Brasília, e cuja data ainda vai ser discutida pela classe.
Passe Livre se organiza para audiência pública
Com a presença de cerca de 100 pessoas, a assembleia se estendeu pela tarde devido à falta de consenso sobre alguns pontos quanto à formação da comissão que participará da audiência. Contudo, os membros do movimento se mostravam bem dispostos a ouvir cada opinião.
Para Yuri Brito, membro da comissão de formação do Passe Livre, o movimento continua forte, mesmo após a Copa das Confederações, quando a mobilização foi maior em todo o Brasil. “Conquistamos vitórias em alguns lugares. Isso foi bem positivo. Mas na Bahia ainda não conquistamos nada. Vamos continuar lutando”, acrescenta.
No dia da audiência pública, centrais sindicais de todo o país prometem fazer uma greve geral que deve atingir vários setores. De acordo com Brito, não há uma programação voltada para a paralisação, mas, apesar disso, o movimento estará nas ruas por causa da reunião na Câmara.

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