
Um grupo de manifestantes lembrou domingo (4/11) o assassinato do guerrilheiro Carlos Marighella há 43 anos na capital paulista. Foram depositadas flores na Alameda Casa Branca, na região dos Jardins, zona oeste da cidade, onde o militante foi emboscado e morto pelos agentes da ditadura militar.
“O Marighella tinha saído para encontrar os companheiros para poder tirar do Brasil as pessoas perseguidas e, nessa travessia, foi assassinado”, lembrou a companheira do guerrilheiro, Clara Charf. Para ela, prestar esta homenagem a Marighella todos os anos é uma forma de desfazer as mentiras contadas pela ditadura, além de usar a imagem do guerrilheiro para combater as injustiças atuais.
O baiano Carlos Marighella iniciou a militância aos 18 anos, quando se filiou ao Partido Comunista Brasileiro. Preso em 1936, durante a ditadura de Getúlio Vargas, foi eleito deputado federal constituinte em 1946 e, no ano seguinte, teve o mandato cassado. Quase 20 anos depois, foi preso pela Delegacia de Ordem Política e Social (Dops). Em 1968, fundou a Ação Libertadora Nacional (ALN), grupo armado de resistência à ditadura.(AB)
Por BlogdoJairOnofre.com.br

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